21:00

     Gosto de tecer uma opinião acerca de tudo, mesmo que não decida partilhá-la. Porém, há uma infinidade de questões para que não encontro respostas, vendo-me obrigada a recorrer a teses pré-definidas. E então, o problema que se põe é o seguinte: ou concordo com os diversos pontos de vista convergentes, reconhecendo razão, lógica em todos os eles, concluindo portanto que sim, são verdadeiros, uma boa teoria e são realmente razoáveis, ou acontence exactamento o oposto, não me identificando com qualquer ideia alheia nem tão pouco sendo capaz de encontrar uma solução melhor daquelas que anteriormente considerei completamente sem nexo.

     E aí debato-me com perguntas mentais como 'Se a teoria de X é o perfeito oposto da de Y, como é que, a meu ver, ambos têm razão?' ou 'Se já foram abordados todos os pontos de vista, e nada do que é proposto se enquadra na realidade, não terá esta questão uma resposta esclarecedora?'. O que por sua vez não leva a lado nenhum... ou será que leva?

   E é nisto que eu ando mergulhada: respostas a questões de testes escolares, por exemplo, completamente estapafúrdias que são classificadas com um certo, não por estarem realmente certas e apresentarem uma teoria objectiva e práctica (vulgo, algo a que se possa dar utilidade na realidade), mas por serem concebidas e estruturadas de uma tal maneira pré-pensada para parecerem uma resposta (isto é, um jogo de palavras astuto que aborda tudo, mas na verdade não se centra em nada, e tão pouco esclarece alguma coisa). E na política a bela da mesma situação. Que espécie de relevância tem, na verdade, a ideologia de um ponto de vista/partido político, se na realidade, não é aplicável? Que género de credibilidade pode ter um indivíduo através de uma campanha política?

     É tudo fruto da capacidade de argumentação e, parece-me, há uma coisa que muito boa gente não compreende. As palavras não passam de palavras. E nem tudo o que parece é.

      Retomando às questões que podem ou não levar a algum lado... depende do ponto de vista (a "resposta" típica e muito característica do anteriormente descrito). Mas, curiosamente (ou não), é a que mais se adequa a mim. É que, com isto, concluí que sou adaptável. O que eu penso é ponderado, exaustivamente verificado e comparado com teorias alheias - procuro o máximo de informação antes de expor o que acho, acabando por conhecer de tal maneira o que é alheio e entrando na sua lógica, que passa a fazer sentido também para mim, ainda que seja contrastante com o que eu, à partida, tomava por certo.

    Ou então não, ainda que aceite novas opiniões, continuo fiel à minha, depende do ponto de vista.

    Resta-me procurar o meu ponto de fuga, para onde tendem todos esses pontos de vista, que de tão diferentes, por vezes, caminham em direcções opostas.

                I enjoy having an opinion on everything, even though sometimes I decide not to share it. However, there is n infinitude of questions I can't find answers to, ending up being forced to call on premade thesis. And so the problem is this: either I agree with every aspect, with several standpoints that have nothing to do with each other, finding them all extremely logic, or I can't find any that, in my opinion, suits the problem and neither can I find a better solution.

                And then I struggle with questions in my mind such as 'If teory X is opposite to theory Y, how come I find them both to be right?' or 'If every point of view has been studied, and no theory is h a good enough answer to the problem, is there no practical answer to this?'. Which leads me nowhere... or does it?

                And this is what I'm dipped on: answers to school's tests, for example, that are completely stupid but still are classified has right, not because they're truly right and are okay to be applied to the real world or are in any way practical (and by this I mean something that is truly useful), but because they're cleverly built and structured to look like a suitable answer (this is, such a crafty word's game that deals with everything but doesn't really focus on anything neither does it give any precise answer). The same problem with politics. What does it matter, if we stop and think about it, the ideology of some standpoint/political party, if it's not applicable to the real society? What kind of credibility can someone have through a political campaign?

                It's pretty much a result from argumentation skills, and, there's something most people don't understand. Words are just words. Not everything is what it looks like.

                Going back to the questions that may or may not lead somewhere... depends on the point of view (the typical answer on what's been described). But, oddly enough (or not), it's the one that suits me the best. And, thanks to it, I've accomplished my thinking and decided that I'm adaptable. I think and re-think things, verify them and compare my ideas to other's theories - I search for information before I put my own theory together, which leads me to understanding what others think, and thus realizing that it makes sense, even if it's a very different idea of what I thought to be the truth.

                Or I don't; sometimes I'll keep faithful to my own ideas. Depends on where I stand.

                I'm left to search my vanishing point, to where all those sometimes very different standpoints tend. 


You Might Also Like

0 comentários